domingo, 28 de fevereiro de 2010

Chile

E desta vez foi o Chile a sofrer com mais um desastre! O cenário do Haiti voltou a repetir-se, principalmente as pilhagens. Não há hipóteses, que nós, humanos, temos muito para crescer.
Não confiamos nos Governos e mal há uma grande crise como estas e começamos a mostrar o primitivo que há em nós. Roubar comida ainda é o mais desculpável, é para a sobrevivência. Porém, também vi um senhor a roubar um electrodoméstico de porte médio, que nada tinha a ver com sobrevivência! É triste...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

No Carnaval

Faz por agora um ano que foi o meu convívio!... No Carnaval. Os dias não são os mesmos e, na verdade, nem me lembro em que dias aconteceu. Associo apenas ao Carnaval!
E é estranho pensar que parece que foi há tanto tempo. Voltava a repetir já hoje. E poderia ter a mesma estrutura. Só precisava assim de uns dias para... parar! Não é parar como nestes últimos dias, que têm sido sossegados, mas parar com a rotina! Seria para conhecer gente diferente de mim, que me desafie, gente parecida que partilhe ideias comuns. Sei lá para que seria.

Seria para viver! É que com a intensidade que vivo algumas semanas, corro o risco de achar o fim-de-semana uma tremenda chatice! E não queria. Infelizmente, estamos todos demasiado crescidos e sedentários. Nos dois últimos anos fui sendo mal habituado, pois os fins-de-semana tinham sempre novidade. Mas tem-se vindo a perder a novidade, e ganha-se a rotina! Que melhor altura para quebrar a malapata que não o Carnaval?

Não me parece...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O Haiti e o Ensaio sobre a Cegueira


Hoje dei comigo a pensar nisto... Não foi a primeira vez que relacionei o Haiti com o Ensaio sobre a Cegueira, do Saramago. Mas com a história de mais uma pessoa que foi descoberta, um mês depois, voltei a relacionar.
A cada história que se sabe, a cada motim ou a cada imagem que aparece das pessoas em luta por comida, pelos melhores lugares, e até pelas lutas para eliminar a concorrência, vejo o Ensaio sobre a Cegueira, mas com algo que não é comum: a cegueira. Também no livro, sempre pensei que a Cegueira era a forma menos chocante de dizer o que aconteceria com uma catástrofe ou com uma epidemia em qualquer sociedade organizada. No Haiti, temos visto cada vez mais exemplos de que o desespero leva a coisas inacreditáveis, tal como no livro...Felizmente que não é uma epidemia, e que o resto do mundo não os deixa lá ao abandono com medo de ficarem doentes. Numa coisa, isto foi melhor, que foi no facto de ter tido uma grande ajuda da parte do resto do mundo. Agora, falta perceber se será resolvido como o enlace do Ensaio sobre a Cegueira, com uma espécie de toque de magia, o que não me parece, efectivamente.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Obrigado!


"Era muito bom que nos soubéssemos indignar por bem. Não se trata de perder a cabeça com o disparate ou injustiça, mas antes de não perder a força de gritar e agir contra eles. Por bem! Quando Jesus pegou no chicote às portas do Templo não queria mal aos vendilhões, mas era o único modo que o amor tinha de libertar a casa de Deus e de abrir os olhos daquelas pessoas para os seus erros e corrupção."
in Não há soluções, há caminhos, Pe. Vasco P. Magalhães sj

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Guimarães

Basta chover intensamente durante cerca de duas horas e a parte baixa da cidade de Guimarães fica completamente caótica.
Mal saí do trabalho, comecei a descer a rua de Vila Pouca para a Igreja dos Santos Passos e a água descia a uma velocidade enorme, sem que houvesse, pelo caminho, caixas que escoassem a água. Convém dizer que esta estrada teve o piso remodelado há cerca de dois meses!
Perto do monumento Nicolino a estrada já era um lago e tive que atravessar a passadeira aos salticos... No S. Francisco, não havia grande problema, incrivelmente - depois do que se passou da última vez que a chuva foi mais forte, com lojas inundadas e carros a boiar, mas do lado oposto estavam os bombeiros a tentar limpar a zona do Lar que estava toda inundada. Pelas passadeiras acima se repetiam os saltos. A Caldeiroa estava até fechada ao trânsito, como seria de esperar.

A sério que não percebo como são feitas as estradas nesta cidade. Não percebo que tipo de precauções existem contra a chuva. Ainda para mais não foi assim tanta! Felizmente, não vivo numa dessas zonas baixas da cidade, senão imagino como seria cada vez que ouvisse chover. Ou ficava com o coração nas mãos ou passava-me da cabeça e ia para a Câmara Municipal fazer um chinfrinim dos Diabos!