terça-feira, 26 de junho de 2007
Junho
terça-feira, 12 de junho de 2007
Ai o Hospital
Vá-se lá perceber o meu "deja-vu" em relação ao hospital... foi bom!
E agora vou correr, para não me atrasar muito...
domingo, 3 de junho de 2007
Ensinamentos de Calisto Elói de Silos de Benevides de Barbuda
E sai uma boca para a Ota...
"Sr. presidente! que me não queiram persuadir de que estou em casa de orates! Que é isto? Que bailar d'ebrios é este em volta de Portugal moribundo? Como podem rir−se os enviados do povo, quando um enviado do povo exclama: Não tireis á nação o que ella vos não póde dar, governos! Não espremais o ubre da vacca faminta, que ordenhareis sangue! Não queiraes converter os clamores do povo em cantorias de theatro!
Não vades pedir ao lavrador quebrado de trabalho os ratinhados cobres das suas economias, para regalos da capital, em quanto elle se priva do aprezigo de uma sardinha, por que não tem uma pogeia com que compral−a."
"Sr. presidente! Eu irei contar aos povos, que me aqui mandaram, as gargalhadas com que fui recebido no seio da representação nacional, por que ousei dizer que um paiz carregado de dividas não instaura divertimentos attentatorios dos bons costumes com o dinheiro da nação."E uma para o regionalismo esquecido...
"Sr. presidente gosem nas boas horas os sátrapas da capital os deleites da sua civilisação theatral.
Dispendam−se, arruinem−se, doudejem com essas ficções e visualidades, que relembram factos de alto escandalo que não deviam ser vistos á luz da civilisação, que o meu illustre collega preconisa. Se gostam, não serei eu, homem de outros tempos e gostos, quem lhes impugne a racionalidade de seus passatempos. O que eu requeiro, em nome da justiça e da pobreza do paiz, é que se não sizem os povos provinciaes para manutenção dos divertimentos de Lisboa. O que eu contesto é o direito de me fazerem pagar a mim e aos meus visinhos as notas garganteadas dos ganha−pães, que não tem na sua terra officio honesto em que vivam com seriedade e utilidade commum. O que eu sobretudo lamento, sr. presidente, é o silencio desapprovador dos meus collegas. Sou eu só: serei eu só o vencido. Não importa! Victis honos! As pequenas coisas tratam−n'as os pequenos: Parvum parva decent. Eu abro mão das glorias promettidas ao nobre collega, que, pouco ha, pediu subsidio para o theatro do Porto. Dêem−lh'o. Desenrolem a onda aurifera do Pactolo do nosso thesouro até Braga. Quem pede subsidio para o theatro bracharense? A equidade reclama−o. O meu circulo tambem quer um theatro. Theatro e subsidio para todo o logarejo onde morar um contribuinte. Estamos em vida ficticia como paiz independente. Somos como o sapateiro, que se veste de principe no entrudo. Pois bem!
Comedia geral! Seja Portugal um theatro desde Monção ao cabo da Roca! Peço uma companhia italiana para a minha terra. Os meus constituintes querem provar o sabor das delicias que tem estipendiadas em Lisboa. Se eu não posso, sr. presidente, levar−lhes a boa nova de que vão ter estradas que os liguem á sua nação, seja−me permittida a gloria de lhes levar a Lucrecia Borgia, a incestuosa e envenenadora Lucrecia, que os ha de edificar e converter á civilisação. Disse.
Aconselho a ler o livro "A queda dum Anjo", de Camilo Castelo Branco, e se puderem, tomem atenção ao capítulo VI, do qual algumas partes acima foram colocadas aqui, e façam o paralelo com o momento que vivemos, é delicioso..."
quinta-feira, 31 de maio de 2007
A cara de um Blog
"Chiça, este Blog parece do Marcelo Rebelo de Sousa, só falta começar-se a comentar livros..."
terça-feira, 29 de maio de 2007
Continua a loucura
Para cinco anosO que me choca, pois já é normal, não é a redução da pena, pois a toda a hora se reduz penas de criminosos. Choca-me dizer que é mais velho e até já pode querer ter relações, e que a comunicação social e a própria justiça dá demasiada importância aos crimes sexuais. Ah? Foda-se!E não me apetece dizer mais nada!
Supremo Tribunal reduz pena de homem condenado por abuso sexual de menores
29.05.2007 - 09h54 PUBLICO.PTO Supremo Tribunal de Justiça reduziu em dois anos e meio a pena de prisão de um homem que tinha sido condenado por abuso sexual de menores. O acórdão, que reduziu a pena de sete anos e cinco meses para cinco anos, critica também o tribunal de primeira instância por valorizar em demasia os crimes sexuais.
Um dos argumentos do Supremo para alterar a decisão da primeira instância está relacionado com a idade da vítima — no acórdão, hoje divulgado pelo "Correio da Manhã" — lê-se que não é a mesma coisa praticar alguns dos actos pelos quais o homem foi condenado com uma criança de cinco, seis ou sete anos ou com um jovem de 13, que "já despertou para a puberdade" e é capaz de "actos ligados à sexualidade que dependem da sua vontade".
Os juízes salientaram também a imagem social do condenado, que era globalmente positiva, com uma estrutura familiar adequada e uma integração boa a nível comunitário.Fonte: publico.pt
terça-feira, 22 de maio de 2007
Que porra de Ditadura
Trabalhava há quase 20 anos na DRENComo eu fiquei irritado com esta notícia. Mais irritado fico porque passaram quatro dias e nada corre sobre esta vergonha ditatorial. Não podíamos falar mal de Salazar, e também não podemos "brincar" com quem também brincou connosco? O Sr. António Oliveira Sócrates, todo poderoso está-se a assumir com um líder, há uns tempos - audaz, agora - ditador. Mas grande culpa tem a senhora directora da DREN. Insulto? Brincar com a sua licenciatura é insulto? E se ele dissesse que o PM era mentiroso também era insulto? Que vergonha! E ninguém faz nada... quem tem o poder nas mãos deixa-se levar e a oposição, que tristeza, vocês andam a dormir?? Estou mesmo revoltado!
Professor de Inglês suspenso de funções por ter comentado licenciatura de Sócrates
19.05.2007 - 10h09 Mariana OliveiraUm professor de Inglês, que trabalhava há quase 20 anos na Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), foi suspenso de funções por ter feito um comentário – que a directora regional, Margarida Moreira, apelida de insulto – à licenciatura do primeiro-ministro, José Sócrates.
A directora regional não precisa as circunstâncias do comentário, dizendo apenas que se tratou de um "insulto feito no interior da DREN, durante o horário de trabalho". Perante aquilo que considera uma situação "extremamente grave e inaceitável", Margarida Moreira instaurou um processo disciplinar ao professor Fernando Charrua e decretou a sua suspensão. "Os funcionários públicos, que prestam serviços públicos, têm de estar acima de muitas coisas. O sr. primeiro-ministro é o primeiro-ministro de Portugal", disse a directora regional, que evitou pormenores por o processo se encontrar em segredo disciplinar. Numa carta enviada a diversas escolas, Fernando Charrua agradece "a compreensão, simpatia e amizade" dos profissionais com quem lidou ao longo de 19 anos de serviço na DREN (interrompidos apenas por um mandato de deputado do PSD na Assembleia da República).
No texto, conta também o seu afastamento. "Transcreve-se um comentário jocoso feito por mim, dentro de um gabinete a um "colega" e retirado do anedotário nacional do caso Sócrates/Independente, pinta-se, maldosamente de insulto, leva-se à directora regional de Educação do Norte, bloqueia-se devidamente o computador pessoal do serviço e, em fogo vivo, e a seco, surge o resultado: "Suspendo-o preventivamente, instauro-lhe processo disciplinar, participo ao Ministério Público"", escreve.
A directora confirma o despacho, mas insiste no insulto. "Uma coisa é um comentário ou uma anedota outra coisa é um insulto", sustenta Margarida Moreira. Sobre a adequação da suspensão, a directora regional diz que se justificou por "poder haver perturbação do funcionamento do serviço". "Não tomei a decisão de ânimo leve, foi ponderada", sublinha. E garante: "O inquérito será justo, não aceitarei pressões de ninguém. Se o professor estiver inocente e tiver que ser ressarcido, será."
Neste momento, Fernando Charrua já não está suspenso. Depois da interposição de uma providência cautelar para anular a suspensão preventiva e antes da decisão do tribunal, o ministério decidiu pôr fim à sua requisição na DREN. Como o professor, que trabalhava actualmente nos recursos humanos, já não se encontrava na instituição, a suspensão foi interrompida. O professor voltou assim à Escola Secundária Carolina Michäelis, no Porto. O PÚBLICO tentou ontem contactá-lo, sem sucesso.
No entanto, na carta, o professor faz os seus comentários sobre a situação. "Se a moda pega, instigada que está a delação, poderemos ter, a breve trecho, uns milhares de docentes presos políticos e outros tantos de boca calada e de consciência aprisionada, a tentar ensinar aos nossos alunos os valores da democracia, da tolerância, do pluralismo, dos direitos, liberdade e garantias e de outras coisas que, de tão remotas, já nem sabemos o real significado, perante a prática que nos rodeia."Fonte: publico.pt
terça-feira, 15 de maio de 2007
Não tenho um tusto no bolso
Andei uma enormidade de tempo a procurar maneiras de ganhar dinheiro pela Internet. Andei a tentar rentabilizar o meu AdSense, mas mesmo assim aquilo não dá dinheiro nenhum.
Enfim... resumindo, ninguém dá dinheiro por nada. Todas as ofertas de dar dinheiro por quase nada são balelas e os nossos bolsos são grandes inimigos às crenças que temos em ganhar dinheiro... fica a intenção de ganhar algum. Mas lá temos que trabalhar para ganhar dinheiro!



