sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Ao alcance das mãos


Foto: Eirik Holmøyvik

Pintou estrelas no muro
e teve o céu ao
alcance das mãos

                Helena Kolody

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Recuso-me a desistir

Num dia apenas ouvi relatos de pobreza impressionantes, muitos deles bem próximos.

A falta de dinheiro, o desemprego, o medo de não conseguir garantir um futuro digno aos filhos foram todos "factores" dominantes nas tristes histórias que hoje fui ouvindo. Começou por uma partilha de histórias que não me são próximas e chegou até a um nível bem próximo, de pessoas que conheço e admiro mas que se sentem numa estrada sem saída.

Que fazer perante isto?

Recuso-me a desistir! É preciso lutar, amigos, e estar ao lado dessas pessoas até ao fim! Não quero saber se este é um post "estranho", "parvo", reaccionário ou o que seja, mas apenas precisava de partilhar que a pobreza e a miséria não são um problema dos outros. São um problema nosso. E cabe-nos a nós, os que têm ainda uma mente limpa e leve, ajudar quem não consegue fazer mais! E livrai-me de uma coisa: julgar estas pessoas pelas opções que tomaram e que levaram a este estado!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O "espírito Roger" de Taizé

"«Nenhum voto definitivo! Cada qual continua livre de deixar a comunidade se Deus lho pedir...»1 De facto, nenhuma autoridade eclesiástica tem o direito de pretender um compromisso de se seguir, por toda a vida, uma determinada forma de existência, querendo assim limitar a liberdade do Espírito Santo."

Feldmann, Christian, Irmão Roger de Taizé, Uma Esperança Viva.
1 Ir. Roger

A cada ano, a cada experiência em Taizé, surpreendo-me com as fontes desta comunidade. Surpreende-me a atenção que dão ao provisório, inspirados pelo Ir. Roger, o tal admirador da "Dinâmica do provisório" - viver o presente conforme nos vai aparecendo. Encarar a vida conforme Deus nos vai apresentando o dia-a-dia. É desafiante pensar assim. E é a forma mais bonita que vejo de confiar no Espírito Santo.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

(Des)igualdade na Igreja

Já há alguns tempos que não escrevo algo que não passe de umas poucas linhas... Ontem, estava a pensar num assunto debatido cá em casa sobre o qual me apeteceu partilhar aqui.

Desde de que me lembro que a paróquia de Urgezes tem um hábito que me apraz bastante. Todos os jovens que fazem a Comunhão Solene levavam vestida a mesma roupa. Um hábito pérola (parecido com o usado pelos irmãos de Taizé) como se de monges se tratassem. Não é o aspecto carnavalesco que isto pode ter que me agrada mas o combate a algo que em aldeias (porque Urgezes em algumas coisas ainda é uma aldeia) é bastante visível: a competição rico/pobre. E não há que o ser, há que parecer. 
 Lembro-me perfeitamente da minha Comunhão Solene e de como me sentia bem ao usar aquele hábito, e a razão era simples: éramos todos iguais. Estávamos ali para o mesmo, e não tínhamos os pais a gastar o que não tinham em vestidos e roupas vistosas. Parecíamos todos filhos do mesmo Deus.

Este ano a coisa vai mudar. A freguesia mudou de pároco e tem mudado constantemente de hábitos.  Os  miúdos deixarão de usar este hábito na Comunhão Solene. No próximo Domingo já se verá em Urgezes aquilo que já se vê em tantas freguesias por esse país fora: ostentação. E irrita-me ver isto na Igreja. Se a ideia deveria ser aquela de que Jesus Cristo  viveu em simplicidade e, por isso, de uma forma simbólica e preocupada com aqueles que menos têm, nestes dias usamos um roupa simples, a ideia passará a ser a que eu vejo em outros lados. Quem conseguir vestir o filho da melhor maneira que o faça, para todas as beatas dizerem: "Que giro que está o filho do fulano!".

Muita gente da minha freguesia criticava o anterior pároco, mas numa coisa ele foi um exemplo: não permitiu nunca que a Igreja fosse um local onde os miúdos se sentiam mais ou menos que os outros. E isso é de louvar.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

A vida é estranha

Num dia em que não estava nem aí, com uma disposição e cansaço que poderiam eliminar qualquer tipo de boa disposição, Ele voltou a fazer das suas. Incrível. Obrigado Dete e Augusto.